Blog Segunda Leitura

all that is solid melts into air…

Dia de caos em São Paulo

Ontem, sábado à noite, foi um dia de caos. Durante uma forte chuva de verão, alagaram e ficaram intransitáveis trechos das duas marginais, vários pontos da Radial Leste, pontos à oeste na ligação leste-oeste, avenida do Estado e Luiz Inácio de Anhaia Melo. No total, mais de 30 pontos de alagamento. Aliás, alguns eram verdadeiras retas de alagamento (Radial Leste, pr exemplo). Tive a oportunidade de passar por ruas com carros parados sobre as calçadas, amigos viram carros batidos que foram levados pela força das águas.

E vi uma ausência: a Prefeitura. Poucos marronzinhos nas ruas, nenhuma das rádios que acompanhei cobrando providências das autoridades municipais. Ontem descobri uma coisa muito curiosa: para a imprensa paulistana, nos governos Marta e Pitta os alagamentos eram incompetência municipal, enquanto no governo Serra-Kassab alagamento tornou-se uma tragédia natural.

26 Novembro 2006 Publicado por strehl | Política | | Sem comentários ainda

Submarino e o Papai Noel

Não, não escreverei sobre ofertas de Natal. Hoje ouvi que o governo está preocupado com os vazamentos de informações de fusões, aquisições e outras fatos dignos de nota. O caso é o Submarino, que foi adquirido pela Americanas.com. O investidor médio e creente em Papai Noel, quando viu a notícia ontem deve ter pensado “É bom comprar SUBA3, porque vai ganhar escala e tal” – tudo bobagem. Nas semanas precedentes o volume e o valor tanto de Submarino quanto de Americanas (LAME) subiram, tornando fácil prever que algo ocorreria com uma ou outra. Isto não ocorreu apenas agora, já vi o mesmo ocorrer com Embraer, Vale, etc. Com as ações da Telemar ocorreram verdadeiros estelionatos. Isto é o mercado de ações, e por isto existe a análise técnica, na qual por instrumentos de análise de gráficos e indicadores o investidor identifica movimentos que sugerem que pessoas bem informadas estão comprando. Escrevo isto, algo óbvio, porque tenho profunda pena do pequeno e médio investidor, pela maneira que “vendem” para eles o mercado de ações. Eles não tem chance diante dos operadores bem informados do mercado. E acreditam em Papai Noel. A propósito, na minha experiência, uma vez divulgado o motivo da valorização, os preços caem no curto prazo. No longo prazo… bem, no longo prazo, todos estaremos mortos.

23 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Rebaixamento

A novidade do domingo é que com a vitória do Juventude e a derrota da Ponte Preta o nosso querido co-irmão gringo não corre mais risco de ser rebaixado. Já a Ponte Preta está a passos largos para a série B e o São Caetano, que tem 8 dos 10 piores públicos, respira por aparelhos.

19 Novembro 2006 Publicado por strehl | Grêmio | | Sem comentários ainda

Voltando ao Grêmio e sua Libertadores 2007

Hoje vencemos, bem diria. Não pelo placar, mas porque o time quando tentou fez, assim como já havia ocorrido na semana passada. Não podemos esperar de um time em fim de temporada em posição relativamente tranquila na tabela empenho em 100% do tempo – e este time do Santa Cruz é muito ruim! Mas voltando ao time do ano que vem, evito sempre falar no Hugo porque não tenho opoinião formada sobre ele. Ele é bom, habilidoso, mas erra muito em uma região do campo em que não é bom errar. Às vezes é atrapalhado, também. Sei que devo ser o único a pensar assim, e mesmo eu vejo que há jogos em que ele é importante no ataque. Talvez a solução seria fixá-lo mais à frente, como inclusive jogou hoje, mas não acho que seja o craque de seleção que alguns vêem. Já Alessandro e Sandro juntos dão um Lucas – o que pode ser bom, pois este será vendido. Assim, ao time atual do Grêmio, na minha opinião, são necessários um volante (no lugar do Jeovânio), um lateral direito titular, um lateral esquerdo reserva (mas não tanto…) e o retorno de Léo Lima. O esquerdo reserva poderia ser Escalona, mas parece que ele já foi. O volante poderia ser Maidana, mas neste caso faltaria um zagueiro reserva. Com estas alterações, muita raça e sofrimento poderemos chegar a uma semifinal de Libertadores. Daí para o título, é botar o coração na chuteira (como sempre :) .

18 Novembro 2006 Publicado por strehl | Grêmio | | 2 Comentários

Calor senegalês

Ontem dirigindo pelo trânsito pré-feriado desta metrópole pensava em Senegal. Era início de tarde e meu carro não tem ar condicionado. Eu estava na estufa, tentando me mexer o mínimo possível, controlando cada fibra muscular para que ela funcionasse o mínimo possível para que eu dirigisse e respirasse sem calor adicional desnecessário. Mesmo meus olhos estavam estáticos, para a frente (quem olhasse de fora, se assustaria). E pensava no Senegal. Sim, pois quando está muito quente o calor é “senegalês”. Para mim era portoalegrense, pois Porto Alegre sabe ser abafada. Mas ontem o Senegal parecia mostrar seus dentes. Chegando em casa fui verificar: ontem fez 30 graus Celsius em Dakkar, capital do Senegal ! São Paulo venceu ! Mesmo sem contar a ausência de ventos, o asfalto e o tráfego pré-feriado, vencemos. Medalhas aos taxistas, flanelinhas de semáforo, e outras profissões esturricantes.

18 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Reflexões

É interessante ver como o exótico é cultuado e floresce hoje, no mundo globalizado. Vemos os mais diversos modismos culturais, nutricionais etc. Tudo que é “diferente” é objeto de atenção. Será que há uma maior tolerância das pessoas ao diferente?

Ao refletir sobre isto, que seria algo bom, levei em consideração que a aceitação do “outro” não é universal. As resistências à diferença, na forma de preconceitos raciais e culturais, também florescem. Além disto, o consumo está globalizado, e o consumismo tornou-se religião mundial. Neste contexto, o exótico tornou-se um depositário de possibilidades de um sujeito cada vez menos abertos a novas possibilidades. Assim, há o fetichismo do exótico, fetichismo da diferença, no qual o culto ao diferente é na realidade associado a maior dificuldade das pessoas em apreender criticamente o que este outro traz. Consumo puro. Assim, as pessoas na realidade estão menos propensas a dialogar com o diferente, o exótico.

18 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Qual o mal do véu?

Agora a questão na Europa são os apelos para que as muçulmanas parem de usar véu. Seria algo constrangedor aos outros, algo fora da “cultura euopéia”. Não entendo esta polêmica. Ou melhor, entendo, mas acho injustificável. Quem já visitou alguma cidade européia conheceu um lugar cheio de tipos estranhos. Em Londres é comum se ver Sikhs, com aqueles turbantes. Os punks, com moicanos. Pessoas com piercings em tudo que é lugar. E muçulmanos e pessoas “normais”. Porque uma religião é agora objeto de padronização de costumes: puro preconceito!

A europa durante dois, três séculos teve o Império do mundo. Somados os impérios coloniais europeus abrangiam a África, as Américas e grande parte da Ásia. Os países não submetidos completamente, como a China, tinham sua soberania gravemente reduzida. O império é uma via de mão dupla, e o povo hegemônico incorpora diversos aspectos dos povos periféricos. Já no século que antecedeu Augusto, em Roma, muito se criticava a incorporação de valores orientais à cultura romana. Um culto oriental exótico, surgido após (o cristianismo) tornou-se  hegemônico ao fim do império. A Europa não tem como fugir ao destino do Império.

Escrevi isto para dizer que evitar as manifestações culturais das populações islâmicas na Europa apenas cria conflitos desnecessários e instabilidades. Talvez a melhor forma de absorvê-los é tolerá-los de forma mais ampla possível. Não há religião oficial da Europa, e há países majoritariamente muçulmanos no continente, como a Bósnia e a Albânia. Se querem proibir os véus, comecem pelas freiras do Vaticano para dissimular melhor a hipocrisia.

De resto, quem é a favor da globalização deve saber que a livre circulação da mão de obra é inevitável a longo prazo, e até mesmo desejável à paz mundial.

16 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Aproveitando o ensejo..

das idéias absurdas, vejamos os exemplos de projetos de “inclusão social”. Lembram-se dos projetos circenses? O que resultou? um monte de gente com artes circenses nos faróis… Todos o ano naquele evento da Globo falam de projetos parecidas: pegam jovens carentes e ensinam a lutar berimbau, dançar, tocar flauta, circo (ainda!) etc. Deveriam pegar os filhos dos artistas do criança esperança e botar nos projetos e deixar a vaga na escola em que eles estudam para os carentes, então! Por que nunca se ouve falar de uma ONG que ensine matemática e física para crianças carentes? Por que não clubes de leitura? Falam que os projetos exigem contrapartida de desempenho escolar, mas nossa escola está tão ruim que isto não quer dizer nada! Mas que este monte de projeto rende bons empregos em ONGs a pessoas desqualificadas rende. Também rende IBOPE e cicatriza a consciência de nossas elites, também!

14 Novembro 2006 Publicado por strehl | Política | | Sem comentários ainda

FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País

Este antológico livre do Barão de Itararé está sendo relançado. Há duas edições, mas o livro poderia ter infinitas edições, se fosse não-ficcional, em nosso Brasil. Aqui vão dois exemplos:

1. Dia destes em uma grande metrópole, uma criança foi atropelada (sem gravidade) ao atravessar a rua. O semáforo estava vermelho para o motorista, mas ele tinha bebido algumas. A polícia constatou que ele estava embriagado, recolheu seus documentos e recomendou que ele socorresse a vítima. Sim, que levasse (dirigindo) a vítima e seu pai a um hospital. (a propósito, o motorista bêbado não estava sozinho no carro, mas com seu filho);

2. Hoje ouvi que a CET lançará um selo de qualidade de motoboys. Assim, se o profissional respeitar normas de segurança, ele terá um selo de qualidade. Empresas vão aderir e só contratar os serviços de motoboys com selo de segurança. A pessoa que anunciou é um jornalista faceiro que só dá palpites como este, completamente furados. Primeiro lugar, vivemos em uma cidade que tem sistema de multas muito falho – por exemplo, uma vez eu tive uma moto e fui multado por fazer uma conversão proibida na Tiradentes. Tudo Ok, se eu não estivesse a 6km de distância do ocorrido trabalhando (a moto nunca foi emprestada). Recorri e não consideraram as minhas justificativas. Se eu fosse motoboy, teria perdido o selo de qualidade… Ou não, bastaria fazer como o motoboy que fez a tal conversão, falsificar a placa! Este selo absurdo apenas fará com que as pessoas falsifiquem as placas para trabalhar. Mesmo assim, haverá alguns que não terão o selo e outros que terão – os últimos, por fazerem o serviço mais lentamente mas com um diferencial terão maior preço.

E tudo isto, para não fazer o mais simples: cumprir a lei, multar, apreender, cassar a carterira aos 20 pontos e fechar empresas clandestinas! O FEBEAPÁ é interminável…

14 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | 2 Comentários

Menos uma toca!

O Grêmio venceu tranquilamente o Atlético-PR e este deixou de vez de ser nossa “toca”. O placar engana e nos faz pensar em um jogo “épico”. Na realidade o Grêmio começou tão melhor que do meio para o fim do primeiro tempo “tirou o pé” – no primeiro gol do Atlético o Grêmio dominava amplamente. Feito o segundo gol, novamente “tirou o pé”e aí veio aquele pênalti absurdo, mas previsível. As arbitragens estão péssimas, e em todos os cruzamentos na área algum atleticano caia na área do Grêmio. No lance do pênalti foi ridículo, porque não houve contato entre o Tcheco e o cara que caiu – nem em basquete aquilo seria falta. Hoje dizem que foi marcada uma mão (não vi nada que pudesse parecer mão). O Mano deveria pensar nisto… Com o nível das arbitragens se alguém cair 10 vezes na área, uma será pênalti – curiosamente, depois do gol caíram apenas mais uma vez. O terceiro gol coroou a vitória e a grande atuação de Lucas, Rômulo, Herrera e Maidana. Os laterais não comprometeram e o goleiro decepcionou. Galatto não teve culpa no gol, mas nos cruzamentos na área suas intervenções foram cômicas. Ele é jovem, têm alguns defeitos técnicos que ficam mais evidentes em um ano que ele ficou longo período afastado. Contratar um goleiro experiente será uma ajuda ao amadurecimento de Galatto, Marcelo e Cássio.

13 Novembro 2006 Publicado por strehl | Grêmio | | Sem comentários ainda

O que fica para o próximo ano

No jogo contra o Juventude fiquei pensando sobre isto. Estamos na Libertadores. Há jogadores no elenco que vão crescer porque tem potencial, como Herrera, Bruno Teles, Galatto e Rômulo. Há outros que estão se esgotando já, como Jeovânio e Patrício (embora tenha jogado bem). Léo Lima será um importante reforço, e acho que o clube precisa achar um substituto viável para Lucas, um bom lateral direito e um goleiro. Por fim, que time ruim o Juventude!

10 Novembro 2006 Publicado por strehl | Grêmio | | 2 Comentários

USA went short

Quando os especuladores americanos falam que a tendência é amiga deles, eles querem dizer que a tendência dá lucro. Sim, porque eles ganham na alta e na baixa: na alta, comprando ações (go long) e na baixa alugando e vendendo (posições vendidas, go short). Assim, se a ação variar zero em um ano, mas no primeiro período subir 10% e no segundo cair, o lucro final será 20% (o cálculo está errado, eu sei, mas o que vale é o espírito dele).

Escrevo isto por dois motivos. Primeiro, dizer o que penso das festajadas eleições americanas. Os americanos mudaram o tipo de operação mas não o mercado. Muito pouco muda na realidade, nada é mais enganador do que a política americana. As coisas continuam igual, apenas os americanos viram que estão vendidos e decidiram agir de acordo com o “mercado”. Não se iludam.

O segundo motivo é que há agora no Brasil fundos de ações “long and short”. Nada mais sem sentido, porque todos os fundos de ações deveriam ser “long and short”.

10 Novembro 2006 Publicado por strehl | Política | | Sem comentários ainda

Começa bem o Re-Lula

Hoje saiu em diversos jornais e rádios que o presidente pretende evitar os erros do primeiro mandato (sic). O primeiro erro a ser evitado é chamar companheiros derrotados nas urnas para compor o ministério. O segundo é o pouco (sic) espaço dado ao PMDB (qual?) no primeiro mandato. Pelo jeito, a primeira medida neste sentido será chamar um derrotado do PMDB (“soluções lulistas”), pois Rigotto está cotado para assumir algo. Rigotto… O que ele fez de novo no governo do RS? Nada. Realmente, é promissor o “novo” governo.

7 Novembro 2006 Publicado por strehl | Política | | Sem comentários ainda

Nome aos bois: destaques negativos do Gre-nada

1. A imprensa e a paranóia que fizeram com violência. Eles acham que o Partenon é Itaquera – conseguiram afastar as pessoas do clássico.

2. A rádio Band-RS. Além de só ter colorados, são todos fanáticos e histéricos. Quando houve confusão na torcida do Grêmio, ficaram dizendo um monte de besteira. Na confusão dentro da torcida do Inter, aí generalizaram e fizeram o ‘discursinho politicamente correto”.

3. Batista no Premiere Esportes: só fala besteira, chega a ser constrangedor.

4. Carlos Simon, que dá os acréscimos e aí passa a marcar falta a favor do Grêmio lá na defesa, inverter faltas e matar o jogo.

5. O goleiro dos vermelhinhos. Infelizmente, é bom.

6. O silêncio da torcida tricolor nos 10 minutos seguintes ao gol.

5 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | Sem comentários ainda

Não vencemos…

Acho que o título do post anterior deu azar… Realmente eu acreditava que venceríamos bem a turma do beira-esgoto, mas não deu. Acho que hoje o Grêmio encontrou seu limite. Sim, pois o time jogou bem, ninguém saiu de seu padrão, todos lutaram e mesmo assim perdemos. O adversário tinha um time mediano e o único fator que desequilibrava era a ausência do Clemer (a favor deles, porque Clemer é um frangueiro confiável). Nesta situação apareceram os limites, os jogadores limitados, como Patrício, Jeovânio etc. Eles estão dando o melhor de si, mas para o Grêmio pensar em algo mais no ano que vem, necessitará de reforços. Talvez o destaque negativo tenha sido o Lucas, mas não podemos esperar que em todo o jogo ele vá arrebentar, e ele não comprometeu. Mano não é mágico. Nestas últimas semanas os resultados paralelos têm ajudado o tricolor a se manter na faixa da Libertadores, e penso que nos próximos jogos consolidaremos a colocação.

5 Novembro 2006 Publicado por strehl | Grêmio | | Sem comentários ainda

A derrota…

Rrecebi um e-mail sobre a derrota para o Figueira, e só então percebi que não havia escrito nada sobre isto. Como escrevo na vitória, devo escrever na derrota, talvez. O fato, no entanto, é que não vi nem li nem ouvi nada sobre este jogo. Estava no cinema, tive um dia pesado na quinta-feira seguinte e passou. O Figueirense tem sido toca do tricolor nos últimos anos e, embora isto não seja uma explicação muito “científica”, eu acredito em tocas.

O adversário de hoje, no entanto, não é toca. O Inter só tem o restrospecto histórico positivo devido a década de 40. É um freguês de caderno. O Grêmio tem obrigação de vencer. VENCEREMOS!

5 Novembro 2006 Publicado por strehl | Grêmio | | Sem comentários ainda

A crise dos controladores de vôo

A crise atual dos controladores de vôo mostra que havia algum problema com o controle do vôo no dia do acidente do vôo 1907 da Gol. Há falta de pessoal e equipamento. Para piorar a situação o que existe é dividido entre funcionários civis e militares. Há diversos pontos absurdos nesta história e a cobertura da imprensa é parcial, não no sentido de favorecer um lado, mas de faltarem dados. A Folha de São Paulo, entretanto, destaca-se como boa fonte de informações. Mas, seguem os absurdos:

1. Mais de uma vez ouvi pessoas colocando a culpa nas companhias aéreas, porque teriam feito promoções e aumentado o número de linhas (a Varig faliu). Ridículo. A estupidez deste argumento é incomensurável. Houve até um militar que disse que o espaço aéreo brasileiro está pequeno… Imagine o da Holanda!!!!! Se o governo acha realmente isto, então estatiza as companhias aéreas e restrinja os vôos domésticos. Se querem que as pessoas que trabalham tenham maior renda devem prever que haverá maior número de passageiros, e usar as taxas de embarque para melhorar o sistema.

2. Se alguém lê este blog (alôh oh!), sabe que sou de esquerda. Extrema esquerda. A minha esquerda, só o abismo. No entanto, a situação do tráfego aéreo necessita soluções realistas. Por exemplo, funcionários militares cumprem missões (por mais absurdas que pareçam…), enquanto os civis são profissionais. Além disto, os civis não tem perspectiva de carreira, porque nunca os militares ficarão abaixo de um civil (esqueça o ministro da Defesa, apenas um fantoche). Assim, só há duas soluções possíveis: privatizar o serviço, entregando-o para a ANAC (que poderia terceirizá-lo) ou torná-lo civil (como é na maior parte do mundo).

3. Querem ver um exemplo: a Aeronáutica está reconhecendo que a torre de SJC deu um plano de vôo errado ao piloto do Legacy. Mas, ao invés de reconhecer o erro do controle, ela prefere culpar o Legacy mesmo assim. Militar nunca é culpado de nada. Se tu disseres para um militar que a Lei da Gravidade ameaça a segurança nacional, eles primeiro prendem todos os Newtons que encontrarem, depois delegam a missão a alguém para revogar a lei. O subordinado aceitará e delegará a outro – que será advertido porque não conseguiu cumprir a missão.

4. Os controladores de vôo não estão em greve ou operação padrão (como a imprensa diz). Estão apenas cumprindo as normas de segurança. É preciso que isto seja divulgado, eles estão apenas atendendo a um número recomendado de aeronaves e assim por diante. Até este mês o sistema se baseou na sobrecarga dos controladores, até que ocorreu o desastre do 1907, e aí alguém viu que pode dar merda (como de fato deu).

5. O mínimo que se pode fazer é demitir Waldir Pire, que mostrou não ter nenhum domínio sobre a situação e sobre seus subordinados. Aliás, nenhum civil terá até que tenha morrido a quinta geração de militares.

Dia destes eu volto ao assunto.

3 Novembro 2006 Publicado por strehl | Uncategorized | | Sem comentários ainda