nova temporada de Heroes
Não é a toa que Heroes está perdendo audiência ano a ano (caiu pela metade em relação a primeira temporada). Nesta terceira temporada, Villains, há uma nítida perda de rumo. Eles tentaram corrigir isto resgatando aluns clichês (o amor de Sylar, a filha rebelde, o pai como professor, etc.) – mas o sucesso da primeira temporada vinha de seu roteiro não tão previsível. Afinal, o herói era o enfermeiro sem ambição (ou ainda, sem nenhuma outra ambição além de salvar o mundo). Sylar perdeu toda o seu atrativo, com o surgimento de um Sylar anterior a tudo do qual não havia qualquer sinal até a atual temporada. Ridículo. Por outro lado, Mr Petrelli não encarna um bom vilão. Agora, este episódio do eclipse, com todas as consequências deste, fez a história ficar ainda mais confusa e desinteressante. Não sei se verei uma nova temporada.
últimos estertores de meu kubuntu
comprei um novo computador. Meu velho Athlon XP 2.1 512 mb ram, 60gb+ 4gb de disco rígido e placa de vídeo nvidia 64mb com seus 6 anos de uso está sobrecarregado, pedindo substituição. O kubuntu até a versão 8.04 levou bem esta máquina velha, exceto pela eterna briga com a impressora Epson CX-4700 (all-in-one), mas a 8.10 em livecd já ficaria impraticável. Assim vi no site do Magazine Luiza uma oferta imperdível: um dual-core (+/-), 2gb ram, 160 gb de hd, vídeo onboard intel, por 650 reais. Não tive dúvidas, comprei. O computador chegou 36 horas após finalizada a compra e veio com o Línux Insigne.
Línux Insigne, versão 5.0 (Momentum), é uma distribuição linux nacional muito usada no programa PC para todos, mas com poucas referências na Internet. Ele usa pacotes Debian, apt-get, e o que todos tem (open-office, gimp, etc.). Seu principal diferencial é o reconhecimento e configuração de um winmodem Motorola (sm56, barra pesada para linuxers…) e o reconhecimento de hardware em geral.
Minha primeira idéia foi deletá-lo e instalar Open-suse ou Ubuntu ou outro (fiz lives cds do PCLinuxOS, ArchLinux, Debian e Fedora – eu estava de mal com Kubuntu porque o 8.10 não tem Kaffeine…). No entanto ao chegar o PC, com suporte de 12 meses, tudo configuradinho, me ocorreu um mix de preguiça e curiosidade que me levou a manter o Insigne. Assim, este diário linux passará a relatar minhas experiências com este Linux.
Minha primeira dificuldade foi com o monitor, que não dava a resolução 1280×1024. Não me fiz de rogado! Liguei para o suporte, fui atendido em 10 minutos, e a moça simpaticamente fez meu cadastro e disse que eu devia entrar com o CD original e escolher a terceira opção da tela, que ela iria reconhecer o monitor. Em 20 minutos, tudo resolvido. Como o outro PC ainda está conectado à internet por cabo, resolvi desenterrar um dispositivo usb para wireless e tentar usar a internet por este dispositivo. No Centro de Controle tem um ícone para Wireless, que usou o driver Windows, e pronto – é a minha internet agora. Daí conectei a impressora, minha maldita all-in-one Epson CX-4700: imprimiu! e o scanner funcionou perfeitamente (no Kubuntu o scanner só funcionou em preto e branco)! Bit-torrent, Ok (apesar de gnome, arrrrhhhhh). A única falha foi que quando hibernava não voltava, mas tudo bem.
Fiquei muito empolgado. Decidi radicalizar: abri o Synaptic e marquei todas as atualizações possíveis (2 gigas de download). Pronto! Travou tudo! Fiquei sem espaço no disco rígido… Descobri que os sacanas da Daruma (fabricante) particionam o disco rígido da seguinte forma: 4 GB como / , 512 MB como Linux-swap (por isto a hibernação não funciona), e o resto como /home.
Aí começou meu drama: fiquei uma manhã inteira tentado salvar o sistema da forma que era antes até que decidi reparticionar: minha idéia inicial foi deixar 20 como raiz, 2 como swap e o resto como home. Não deu certo porque não consegui (mesmo na opção “expert” do instalador) direcionar a participação que eu queria para a home (tentei editando depois o fstab, mas também não deu certo). Finalmente, tudo deu certo quando deixei raiz com 155 e swap com 5 gigas.
Minha conclusão é que o sistema com Insigne é bom e fácil de usar, mas um usuário completamente inexperiente em Linux poderia se embananar. A culpa é menos desta companhia e mais dos fabricantes, que fazem configurações inadequadas.