Blog Segunda Leitura

all that is solid melts into air…

O caso Yeda

Concordo que a governadora do RS comprou a casa por uma verdadeira pechincha, que houve caixa 2 (na campanha de quem não houve?) e que ilações da relação entre sobras do caixa 2 e a pechincha tem fundamento lógico (lógica formal). Que um presidente já caiu por isto (aliás, o que queriam que o Collor fizesse com o dinheiro que sobrou? uma fundação beneficiente?). Que o governo dela é pífio (ao menos é a opinião de quem eu conheço – aliás, qual o governo do RS nos últimos 40 anos que não foi pífio?).

No entanto, a manifestação na frente da casa da governadora passou alguns limites indesejáveis. Penso que a luta política não deve cruzar a fronteira do pessoal e que o neto da governadora (assim como sua filha) não devem ser condenados (e constrangidos) apenas por ter a mãe (vó) que tem. Se o quintal de casa passar a ser campo de batalha política, então estaremos perdidos. Ao menos nós que não moramos em condomínios murados.

18 Julho 2009 Publicado por strehl | Uncategorized | , , , | Sem comentários ainda

Casa Grande e Senzala

Li finalmente este ensaio, que é sempre tão comentado e citado mas tão pouco lido. Porque tem fama de chato. Até peguei a mania destas frases estranhas. Destas frases curtas. Desta forma de dissertar. Mas vamos lá. O livro é curioso em seus argumentos, conservador em seus pressupostos e algumas vezes racista. Contra judeus. Contra índios. Até contra brancos. Ah, estas frases pegam! Bem, o estilo é leve e não entendo a fama de chato – embora até ache que ela seja útil, afinal de contas há argumentos ultrapassados no livro e o leitor que não estiver ciente disto pode. Bem, pode. Há uma idealização da escravidão, que cumpre uma função didática claramente definida pelo autor, que a contextualiza e, implicitamente, reconhece seu caráter retórico. Assim, não serve como primeira leitura. Mas o leitor mais maduro poderá apreciar.

17 Julho 2009 Publicado por strehl | Uncategorized | , , | Sem comentários ainda

Impressões sobre Porto Alegre

  • Para quem vive em São Pauilo, é impressionante como Porto Alegre se mantém sem grandes novidades. A cada vez que volto, as coisas estão lá, no mesmo lugar, com poucas exceções. Se de um lado isto parece monótono, de outro cria um santuário sentimental aos portoalegreneses no exílio, o que explica o vínculo que mantemos com a cidade. Quando isto é quebrado, vem a frustração. Um exemplo disto é aquele shoping Barra Sul. Em primeiro lugar, não há barra nenhuma – o Shoping é do lado do joquei, logo, para mim, fica no Cristal. Do lado do estaleiro Só, de frente para o Guaíba. Mas ao invés de chamar-se Cristal, Orla, Guaíba, Estaleiro, chamam Barra. Imagino que seja uma referência ao Barra Shoping do Rio de Janeiro (este sim em uma Barra, a da Tijuca). Triste ironia, que a Barra, lugar em que tudo tem nome em inglês e cheia de referências aos states, seja agora referência para Porto Alegre….

Mesmo assim, entrei na coisa. Poderia ser um shoping de costas para o Guaíba, mas (salvo alguns restaurantes chiquetosos – como o Marco’s, onde almocei – excelente em frutos do mar, recomendo) também é fechado do outro lado. Enfim, o shoping está deitado, de barriga para cima, e não consegue ver o por do sol – triste shoping que queria estar na Barra da Tijuca. (aliás, detesto a Barra da Tijuca). Quanto às lojas, vi uma praça de alimentação deficiente em lugares, uma Fnac anêmica e lojas bonitinhas. Enfim, um shoping como vários outros shopings médios.

  • Outra triste surpresa são as casas Bahia da rua da Praia. Triste destino da Masson. Primeiro aquele mini-centro-comercial-praiano-de-banquinhas-vendendo-blusinhas-baratas que tinha lá há uns 10 anos atrás. Mas agora piorou. Eles colocaram o mascote das casas Bahia pendurado no relógio da Masson. E a prefeitura deve ter deixado. Ou ignorado, não sei o que é pior. Aquele relógio era, para mim, um símbolo da rua da Praia! Fica patético para quem se acostumou a ver a Masson pela vitrine, como algo chique e sofisticado, inatingível enfim, com aquela fachada imponente, que se comunicava com a cidade pelo seu relógio, ser tão negligenciada.

17 Julho 2009 Publicado por strehl | Uncategorized | , , , , | Sem comentários ainda

Julho em Porto Alegre pela Azul

  • Fui a Porto Alegre neste mês voando de Azul. Para quem mora em SP, ir a Viracopos não é como ir à esquina, mas ainda assim fica perto. A Azul dá opções de ônibus (por enquanto gratuitos), mas busão é busão, por melhor que seja, sempre tem que sair um pouco antes.  Fui de carro, pela Rod dos Bandeirantes – há dois pedágios (6 reais cada). O aeroporto fica bem perto da rodovia, então fica a dica de sair de Sâo Paulo (base Detran, Ibirapuera) 2 horas e 10 minutos antes do vôo.
  • Em Viracopos o preço do estacionamento é 35 reais por 24 horas (e assim sucessivamente), e ele fica em frente ao aeroporto. Estava cheio, mas parecia ter ainda muitas vagas. Aliás, tem duas entradas: uma interna (mais perto ao aeroporto) que é pequena e impossível de conseguir vaga e outra externa (do outro lado da rua, entrada na frente da primeira) que tinha bastante carro, mas ainda tinha vagas. Os dois são o mesmo preço. Não aceitam cartões (pelo menos não tinha nehuma bandeira de cartão no guichê).
  • O check-in da Azul é organizado e tem menos gente, pelo menos nos dois horários que usei, que o da TAM, por exemplo. Sem risco de perder vôo por fila. Pena que o Aeroporto é um campo de pouso de cargas, porque acaba tendo um traslado a ônibus entre a sala de embarque e o avião. Na volta, por exemplo, não teve o ônibus, mas tem que se caminhar por um corredor que parece um puxadinho – se houvesse chuva e vento, ficaríamos ensopados.
  • O avião (Embraer 190) tem fileiras com quatro lugares, como um ônibus. Leve algo para ler, porque a revista de bordo é precária (só fala do lançamento da companhia) e o serviço de bordo é sem carrinhos. Eles anotam as bebidas e depois levam de bandeja. Não há nada alcoólico e para comer há 5 opções de snacks, incluindo, por exemplo, batata frita (além de cookie, cracker, waffer recheado e amendoin). Na volta, fizemos uma escala em Navegantes e, por isto (vôo curto), havia menos opções de salgados e doces.
  • Balanço final: positivo, mas seria bom que houvesse uma opção em Sâo Paulo, pois há opções mais baratas de estacionamento em Guarulhos (somando os pedágios, num vôo de final de semana o gasto fica em 70 + 24 de pedágio = praticamente 100 reais). A Ocean Air tinha vôo com preço similar a partir de Cumbica, por exemplo. No dia que fizerem o tal trem para Viracopos melhora um pouco.

17 Julho 2009 Publicado por strehl | Uncategorized | , , , | Sem comentários ainda