O caso Yeda
Concordo que a governadora do RS comprou a casa por uma verdadeira pechincha, que houve caixa 2 (na campanha de quem não houve?) e que ilações da relação entre sobras do caixa 2 e a pechincha tem fundamento lógico (lógica formal). Que um presidente já caiu por isto (aliás, o que queriam que o Collor fizesse com o dinheiro que sobrou? uma fundação beneficiente?). Que o governo dela é pífio (ao menos é a opinião de quem eu conheço – aliás, qual o governo do RS nos últimos 40 anos que não foi pífio?).
No entanto, a manifestação na frente da casa da governadora passou alguns limites indesejáveis. Penso que a luta política não deve cruzar a fronteira do pessoal e que o neto da governadora (assim como sua filha) não devem ser condenados (e constrangidos) apenas por ter a mãe (vó) que tem. Se o quintal de casa passar a ser campo de batalha política, então estaremos perdidos. Ao menos nós que não moramos em condomínios murados.
Casa Grande e Senzala
Li finalmente este ensaio, que é sempre tão comentado e citado mas tão pouco lido. Porque tem fama de chato. Até peguei a mania destas frases estranhas. Destas frases curtas. Desta forma de dissertar. Mas vamos lá. O livro é curioso em seus argumentos, conservador em seus pressupostos e algumas vezes racista. Contra judeus. Contra índios. Até contra brancos. Ah, estas frases pegam! Bem, o estilo é leve e não entendo a fama de chato – embora até ache que ela seja útil, afinal de contas há argumentos ultrapassados no livro e o leitor que não estiver ciente disto pode. Bem, pode. Há uma idealização da escravidão, que cumpre uma função didática claramente definida pelo autor, que a contextualiza e, implicitamente, reconhece seu caráter retórico. Assim, não serve como primeira leitura. Mas o leitor mais maduro poderá apreciar.
Julho em Porto Alegre pela Azul
- Fui a Porto Alegre neste mês voando de Azul. Para quem mora em SP, ir a Viracopos não é como ir à esquina, mas ainda assim fica perto. A Azul dá opções de ônibus (por enquanto gratuitos), mas busão é busão, por melhor que seja, sempre tem que sair um pouco antes. Fui de carro, pela Rod dos Bandeirantes – há dois pedágios (6 reais cada). O aeroporto fica bem perto da rodovia, então fica a dica de sair de Sâo Paulo (base Detran, Ibirapuera) 2 horas e 10 minutos antes do vôo.
- Em Viracopos o preço do estacionamento é 35 reais por 24 horas (e assim sucessivamente), e ele fica em frente ao aeroporto. Estava cheio, mas parecia ter ainda muitas vagas. Aliás, tem duas entradas: uma interna (mais perto ao aeroporto) que é pequena e impossível de conseguir vaga e outra externa (do outro lado da rua, entrada na frente da primeira) que tinha bastante carro, mas ainda tinha vagas. Os dois são o mesmo preço. Não aceitam cartões (pelo menos não tinha nehuma bandeira de cartão no guichê).
- O check-in da Azul é organizado e tem menos gente, pelo menos nos dois horários que usei, que o da TAM, por exemplo. Sem risco de perder vôo por fila. Pena que o Aeroporto é um campo de pouso de cargas, porque acaba tendo um traslado a ônibus entre a sala de embarque e o avião. Na volta, por exemplo, não teve o ônibus, mas tem que se caminhar por um corredor que parece um puxadinho – se houvesse chuva e vento, ficaríamos ensopados.
- O avião (Embraer 190) tem fileiras com quatro lugares, como um ônibus. Leve algo para ler, porque a revista de bordo é precária (só fala do lançamento da companhia) e o serviço de bordo é sem carrinhos. Eles anotam as bebidas e depois levam de bandeja. Não há nada alcoólico e para comer há 5 opções de snacks, incluindo, por exemplo, batata frita (além de cookie, cracker, waffer recheado e amendoin). Na volta, fizemos uma escala em Navegantes e, por isto (vôo curto), havia menos opções de salgados e doces.
- Balanço final: positivo, mas seria bom que houvesse uma opção em Sâo Paulo, pois há opções mais baratas de estacionamento em Guarulhos (somando os pedágios, num vôo de final de semana o gasto fica em 70 + 24 de pedágio = praticamente 100 reais). A Ocean Air tinha vôo com preço similar a partir de Cumbica, por exemplo. No dia que fizerem o tal trem para Viracopos melhora um pouco.