O caso Yeda
Concordo que a governadora do RS comprou a casa por uma verdadeira pechincha, que houve caixa 2 (na campanha de quem não houve?) e que ilações da relação entre sobras do caixa 2 e a pechincha tem fundamento lógico (lógica formal). Que um presidente já caiu por isto (aliás, o que queriam que o Collor fizesse com o dinheiro que sobrou? uma fundação beneficiente?). Que o governo dela é pífio (ao menos é a opinião de quem eu conheço – aliás, qual o governo do RS nos últimos 40 anos que não foi pífio?).
No entanto, a manifestação na frente da casa da governadora passou alguns limites indesejáveis. Penso que a luta política não deve cruzar a fronteira do pessoal e que o neto da governadora (assim como sua filha) não devem ser condenados (e constrangidos) apenas por ter a mãe (vó) que tem. Se o quintal de casa passar a ser campo de batalha política, então estaremos perdidos. Ao menos nós que não moramos em condomínios murados.
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