quando eu ouço, leio e constato que a defesa do Grêmio é a melhor, fico (ou ficava) contrariado. Sim, porque faz tempo que não via tantos furos em uma defesa – e mesmo assim ela não leva gol!. Mais um mérito de Roth, pois há um esquema redundante de cobertura que faz da meta gremista uma cebola. E para isto, haja treinamento.
A vitória do Grêmio ontem confirmou a liderança do campeonato, que já dura 3 rodadas e serviu para algumas observações. A primeira é que este não é o mesmo Tcheco do ano passado. A segunda é que Roth tem vantagens sobre Mano. Mano vencendo tirava um atacante e colocava um terceiro zagueiro ou um volante. O Roth já inicia assim, e a sua troca típica é trocar um atacante por outro, renovando a energia na frente para o contra-ataque. O Grêmio no ano passado quando jogava fora de casa já começava o jogo derrotado – hoje não. Por fim, jogador a jogador, o Grêmio deste primeiro semestre (antes da janela) é melhor que o do segundo semestre de 2007.
Penso que (depois da derrota para o Juventude) o primeiro objetivo era não ser rebaixado – isto já está alcançado. Agora é rumo à Libertadores – não penso que o campeonato brasileiro seja importante.
Apesar do Grêmio ter a melhor zaga e um ataque tão contestado, me preocupo mais com a defesa. Se o ataque produzir um a dois gols por jogo está bom – o resto é trabalho defesa. E a defesa do Grêmio parece os três patetas (como disse o David Coimbra hoje na Zero Hora). O 3-5-2 do Grêmio não tem funcionado ultimamente, penso que por não ter alas. Com a chegada de Souza, ele pode ser um ala e, havendo outro confiável na direita, o esquema pode ser mantido. As falhas da zaga, assustam, e são decorrentes de falta de treinamento, pois há momentos que parece que os três estão em linha. Ontem Roth mudou para 4-4-2 no meio do jogo e a zaga melhorou, possivelmente por que o meio campo foi mais efetivo (a ausência de alas pesa). Vale dizer que nunca gostei do Tcheco, mas ontem ele foi mais útil que o Roger.