O caso Yeda
Concordo que a governadora do RS comprou a casa por uma verdadeira pechincha, que houve caixa 2 (na campanha de quem não houve?) e que ilações da relação entre sobras do caixa 2 e a pechincha tem fundamento lógico (lógica formal). Que um presidente já caiu por isto (aliás, o que queriam que o Collor fizesse com o dinheiro que sobrou? uma fundação beneficiente?). Que o governo dela é pífio (ao menos é a opinião de quem eu conheço – aliás, qual o governo do RS nos últimos 40 anos que não foi pífio?).
No entanto, a manifestação na frente da casa da governadora passou alguns limites indesejáveis. Penso que a luta política não deve cruzar a fronteira do pessoal e que o neto da governadora (assim como sua filha) não devem ser condenados (e constrangidos) apenas por ter a mãe (vó) que tem. Se o quintal de casa passar a ser campo de batalha política, então estaremos perdidos. Ao menos nós que não moramos em condomínios murados.
Obviedades
Uma das obviedades mais frequentemente citadas pela imprensa é o crescente gasto com pessoal do governo federal. Em tempos de discussão sobre lei de Imprensa, cabe aqui perguntar a quem cabe o direito de defesa… Bem, o sítio do Ministério do Planejamento exibe algumas informações interessantes. Em 1995, as despesas de pessoal era aproximadamente 37% da arrecadação líquida do governo federal. Em 2002, caiu para 27%. Já em 2008, após seis anos de farra fiscal, atinge alarmantes 22% (quem abrir os enlaces acima, linha 17 dividida pela linha 14 na primeira planilha, que é ano a ano). Ainda mais interessante, os gastos do poder executivo em 2002 correspondiam a 75% dos gastos federais, enquanto em 2008 foram 73%. Claro que o governo Lula em nenhuma momento desmente as informações da imprensa de forma consistente, pois ao agir desta forma candidata-se aos louros de defensores dos trabalhadores, enquanto mantém o álibi para promover eventuais cortes de gastos, como poderá ocorrer em julho. Triste é o país que chafurda na ignorância.
Voto em lista
No último domingo, na FSP, o jornalista Elio Gaspari brilhantemente ataca a proposta de voto em lista que esta para ser apreciada no Congresso Nacional. O jornalista repete argumentos já anteriormente expostos, como o reforço da burocracia partidária, o problema da representação, etc. Poderíamos pensar que ele defende o voto direto para representação parlamentar, o voto distrital, em que, em eleições majoritárias, os eleitores elegem os deputados, mas não. Em artigo anterior (2008), ele contraria esta hipótese também. Mas o que, afinal, defende o jornalista (e a Rede Globo, vejo agora)? O que existe hoje, um sistema em que o voto é em listas e a posição na lista é determinada pelo número de votos.
Este sistema baseia-se na ilusão de que o eleitor escolhe o candidato. Ilusão, porque ele geralmente vota em um e eleger outro, pois o número de deputados por partido é determinado pelo número de votos na lista. Há situações exdrúxulas neste sistema. Um eleitor tucano (que votou um deputado “jovem” e liberal) pode acabar elegendo um pastor evangélico do DEM. Um eleitor do pseudo-trotskista do PT acaba elegendo alguém do PR, e assim vai. Quem se beneficia? Os candidatos arrivistas, radialistas, sem tradição partidária. Ganham pessoas que tem exposição própria e independente de partidos políticos.
Por outro lado e falado que o sistema de listas só interessa ã burocracia partidária. Há esta possibilidade, mas neste caso a burocracia estará exposta a cada eleição e é ela que será avaliada, cabendo ao eleitor escolher. Além disto, esta burocracia é eleita pelos filiados, que neste caso podem mudá-la, bastando para tanto a mobilização nos foros partidários. Em partidos democráticos este modo de escolha pode levar ao rodízio de parlamentares, por exemplo. Em todo o caso, saem fortalecidos os partidos, a fidelidade e, consequentemente, a governabilidade.
É ideal? Claro que não, ideal seria “Todo Poder aos Sovietes”. No caso da democracia burguesa, quanto mais próximo dos eleitores os eleitos, melhor. Assim, o voto distrital é o melhor possível, ou o voto distrital misto, em que parte dos deputados vêm da lista e parte vem dos distritos. Agora, como é hoje, é um convite ao voto nulo, o mais seguro e o único que está sob o controle do eleitor.
Obama y La Hegemonia estadounidense
En los últimos anos, con la ascensión de la China como gran potencia comercial y con el fin de la llamada guerra fría, seguidamente podemos leer sobre la posible emergencia de una hegemonía china en el largo plazo y la decadencia de los EEUU como potencia hegemónica. El concepto de hegemonía generalmente sugiere que una clase o grupo es hegemónico si consigue que otros grupos o clases en la sociedad pasen a defender su programa como suyo. Lo mejor e más didáctico ejemplo sobre esto es lo caso de que cualquier persona paupérrima en un país capitalista defiende la propiedad privada de los medios de producción social como necesaria a la existencia de libertad. En los dos gobiernos Bush, aún que las bases económicas del poder estadounidense no se hayan sido abaladas, hubo, sin embargo, una disminución de la capacidad de los EEUU de tornar universales sus planteamientos. Hemos visto esto en las negociaciones de la OMC, en su papel en lo Medio Oriente, en su política ambiental y también en su estrategia de combate al terrorismo desde el ataque al gobierno de Sadam Hussein. Además, en fines de los gobierno Bush ocurrió lo inicio de una grave crisis del capitalismo financiero. Con efecto, durante la campaña presidencial de 2008, la hegemonía norte americana estuvo gravemente abalada y, a continuar la política del gobierno Bush, podríamos antever su decadencia.
De otro lado, los chinos están muy lejos de una política con planteamientos hegemónicos hacia el mundo. Con la elección de Obama, ha ocurrido un cambio radical en la política externa estadounidense, más drásticas en sus políticas hacía los tradicionales enemigos de los EEUU (Irán, Cuba) y su posición ambiental. Con efecto, hay evidencias que la capacidad hegemónica de los EEUU está en recuperación, y lo reporte final del cumbre de lo G-20 ha confirmado esto, porque sus intentos de recuperar la orden económica financiera de Breton Woods con ayuda de los varios países a el FMI, por ejemplo, es un claro caso de un programa particular que he sido tornado universal.
oração do pessoal do colarinho branco
o habeas corpus de todo o dia nos dai hoje,
não nos deixei cair na prisão
e livrai-nos de toda a federal!
Amen
Coro puxado pela dupla Dantas – Gilmar.
(parabens ao José Simão pela piada!)
1. Fiscais da subprefeitura da Mooca foram presos preventivamente em meio a investigação sobre propinas cobradas de camelos. Um deles foi preso enquanto estava em um quarto de motel com uma garota de programa. E foi algemado. Ouvi um silêncio sobre o fato, curioso silêncio, após toda a polêmica das algemas (nem falo sobre a ganguezinha de Sorocaba que também foi presa e algemada).Acho que a sua defesa deveria ir ao STF, onde o ministro Gilmar Mendes defenderá seus direitos.
2. Os fiscais da prefeitura devem ser investigados. Vejamos o exemplo da Vila Clementino. Antes do governo atual tinha um ou dois ambulantes por calçada próxima ao Hospital Sâo Paulo, vendedores de amendoim geralmente. Às vezes aparecia alguém vendendo roupa. Começou a atual gestão e a discalização aumentou. Da noite para o dia as calçadas em torno do hospital ficaram apinhadas de ambulantes (que uma vez por semana correm da fiscalização). Ou seja, a aparição dos fiscais fez com que aparecessem ambulantes. E nesta semana lê-se que eles vendem “pontos” nas ruas fiscalizadas. É algo a se investigar, em todas as subprefeituras.
Vivemos uma situação anômala neste país. Enquanto o clamor público justifica a manutenção da prisão preventiva dos prováveis assassinos de Isabela Nardoni (se fosse a falta de ocupação fixa, eu entenderia, mas ninguém cita isto), a tentativa de suborno de policiais por um rico gangster não justifica a prisão preventiva. E sai um habeas corpus em tempo recorde. Eu gostaria que alguém pegasse um caso qualquer de alguém preso pela Polícia Federal ou não e levasse ao STF para um habeas corpus em menos de 24 horas – porque ninguém faz isto?
Claro, o próprio gangster já havia dito (em escutas telefônicas) que no STF ele dava um jeito, era fichinha. O problema era a primeira instância. A primeira instância é muito grande, muito vasta. Muita gente envolvida, sairia caro demais dar um jeito. No STF talvez o jeito fosse até um favor gratuito, por vínculos de amizade com o seu chefinho (como citado no blog de PH Amorim). E a imprensa não cita estas facilidades no STF.
Não há justiça neste país. Fora Gilmar Mendes