Heroes s3e16 Terminator Lost Galactica
Heroes. O novo recomeço de Heroes está um pouco mais interessante que a temporada passada. Mas é de fôlego curto, pois há personagens capengas. Sylar virou um King Kong em busca do pai (até memórias ele tem, quando antes constava que não suspeitava ser adotado…). Hiro voltou à infância (o Hiro da primeira temporada equilibrava pastelão e seriedade de forma sábia, mas perdeu o equilíbrio e está cada vez mais longe de conseguir).
Terminator. Vi apenas o primeiro de fevereiro. Parece manter a consistência, mesmo após uma certa perda de rumo nos episódios de novembro – dezembro passados.
Galactica. Após perderem a Terra, mudou o plot. Se no original era sobre humanos, agora o seriado é sobre Cylons – todas estas mudanças sem perder a consistência interna – realmente, o melhor atual.
Lost. No primeiro de janeiro parecia legal, mas a confusão aumentou e continua a aumentar. A trama ficou tão complexa, que se eles não resolverem este impasse rapidinho pessoas perderão o fio da meada. Mas, no geral, a avaliação está positiva e continua a alimentar blogs por aí.
Caminho das Índias. Não, brincadeirinha. Mas, por falar nisto, o maior mérito das novelas da Globo é que o povo pode se ver na televisão, mesmo que esta imagem seja distorcida, estereotipada e poluída de merchandising. Agora, infelizmente, os brasileiros ficaram condenados a ver uma versão pífia da Índia.
Capitu, Globo e os Casmurros
Fiquei triste ao assistir esta versão de Dom Casmurro apresentada pela globo. Nada contra a técnica usada, teatralizada. Mas, apresentar Bentinho como um abobado diminui o valor do texto de Machado de Assis. Afinal, Dom Casmurro é narrado pelo ponto de vista de Bentinho, e muitas das reminiscências é temperada pelo ressentimento que toma conta dele depois. Quando alguém diz que foi trouxa no passado e narra suas próprias besteiras ou erros, sejam eles imaginários ou não, pode passar a idéia de estar se referindo a alguém abobalhado.
Por outro lado, nós todos somos Bentinho. Este romance permite várias leituras, e esta é a sua beleza. A minha leitura é de Capitu como uma mulher além de sua época, com iniciativa, e isto era pertubador no século XIX. No livro, Capitu brilha em uma sociedade fosca. Quando filtramos de Machado de Assis a sua criticidade, há uma perda. Por isto, vale o luto.